Farmanguinhos e a Fundação Ezequiel Dias, em parceria com os laboratórios privados Globe, Nortec QuÃmica e Blanver, vão iniciar a produção nacional do antirretroviral tenofovir.
Conforme anúncio feito pelo ministro José Gomes Temporão no inÃcio de abril, o medicamento integra o grupo de 24 fármacos estratégicos a serem fabricados no Brasil.
Atualmente, cerca de 40 mil pessoas com aids tomam o tenofovir no paÃs. Ele é recomendado como alternativa ao AZT no tratamento inicial e é também utilizado na estruturação de esquemas de resgate. Entre suas principais caracterÃsticas estão: administração mais cômoda (um comprimido por dia) e potência de inibição viral. Além disso, a experiência de utilização até agora tem mostrado que o tenofovir está menos associado a alterações de colesterol e lipodistrofia que outros antirretrovirais da mesma classe.
O inÃcio da produção só é possÃvel porque a droga não tem patente reconhecida no Brasil. O pedido do laboratório Gilead estava em análise pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) desde 1998. Em abril de 2008, o Ministério da Saúde declarou o interesse público do tenofovir, para acelerar esse processo e, em agosto de 2008, a patente foi negada, com base na falta de atividade inventiva.
O consumo mensal do Brasil é de cerca de 1,24 milhão de comprimidos. Pagando o preço unitário de US$ 2,54/comprimido, o custo médio anual por paciente fica em US$ 927.
Fonte: Ministério da Saúde